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21 de setembro de 2017

Vamos falar das estereotipias?

setembro 21, 2017 0 Comments

Vamos falar das estereotipias?


Balançar as mãos, bater os pés, girar objetos ou o próprio corpo, estalar os dedos, fazer sons repetitivos… são movimentos de autoestimulação ou também chamados de autorregulatórios, muito comuns em pessoas com autismo. São movimentos que pessoas neurotípicas também fazem, mas de forma menos intensa e têm controle sobre eles. Esse comportamento pode ser motivado para buscar sensações, proporcionar bem estar ou simplesmente pela tendência à repetições, que é uma condição do autismo.

Nossa vontade inicial é tentar conter esses movimentos. Pode parecer que, quando a criança está praticando uma estereotipia, está distraída e não conseguirá se concentrar. Porém, esses movimentos são, na maioria das vezes, inofensivos e podem até ser benéficos para a criança. Ao contrário do que parece, a criança fica muito mais concentrada nestes momentos.
Além disso, alguns momentos sozinha praticando estereotipias, podem auxiliar na na organização dos pensamentos da criança ou também quando estiver em uma situação de estresse. Muitos autistas conseguem pensar e se concentrar melhor enquanto fazem estes movimentos.
A estereotipia precisa ser tratada quando prejudica a criança, como quando ela costuma bater a cabeça, por exemplo. Também precisa ser regulada quando a prática compromete as atividades do dia a dia, restringindo seu aprendizado ou também limitando seu desenvolvimento social. Ou seja, precisa de tempo e local definidos, que a criança consiga visualizar o começo e fim. Ela precisa ter controle destes movimentos. Fazer terapia focada na regulagem da estereotipia pode auxiliar a criança a não ser controlada por esses movimentos, ampliando seus interesses, variando a forma de brincar com um mesmo objeto, ou respondendo de formas diferentes a uma mesma pergunta, por exemplo. Os pais podem contribuir neste processo não deixando a criança ociosa, proporcionando atividades prazerosas durante os horários livres do dia. Lembrando que é fundamental fazer esse processo gradativamente, nunca retirar o hábito bruscamente.
Uma prática que pode ajudar a controlar a estereotipia é utilizar cartões com cores (verde-pode / vermelho-não pode). Quando a criança estiver em uma atividade que não possa fazer seus movimentos, mostrar-lhe o cartão vermelho. Permitir em algum momento, mostrando-lhe o cartão verde e, quando for momento de parar, mostrar o cartão vermelho novamente. Essa tática pode ser adotada na escola ou outros lugares em que a criança esteja, para que pratique o auto-controle. Aos poucos, ela aprenderá a regular sozinha, podendo deixar de lado o uso dos cartões.
É importante também minimizar os estímulos que podem gerar estresse na criança. Muitas vezes, os movimentos repetitivos começam quando ela está em uma situação de estresse. Geralmente, os pais conseguem identificar melhor quais as sensações que a incomodam, como barulhos, cheiros, toques, luzes, etc. Nestes casos, eliminar ou reduzir estes estímulos reduzirá, consequentemente, os movimentos de autorregulação.
Outra dica legal é criar um meio de a criança comunicar que precisa de um tempo. Pode ser por imagem, gesto ou verbalmente, mas que o adulto entenda que ela precisa de espaço. Respeitar o espaço e a vontade da criança é fundamental!

17 de setembro de 2017

I Encontro do Grupo Soul F-84

setembro 17, 2017 0 Comments
Em fevereiro deste ano (2017) nasceu o GRUPO SOUL F-84 no whatsapp, criado pelo Terapeuta Ocupacional Daniel Natal, com o objetivo de dar um norte as famílias com TEA relacionados a terapias e oferecer troca de experiências entre pais e terapeutas  . Desde então o grupo vem crescendo e  fortalencendo seus laços, hoje somos uma família formada por 92 integrantes. 
Daniel Natal - Criador do Grupo

No dia 09 de setembro deste ano no Parque da Cidade, foi realizado o primeiro encontro desta família em crescimento e é claro eu não poderia está de fora! Em um belo piquenique compartilhamos um pouco das nossas histórias, choramos, sorrimos, trocamos abraços e flash´s. 



Ter um (a) filho (a) com TEA não é nada fácil, por muitas vezes nos sentimos sozinhos e fracos. O luto que todos falam parece que nunca acaba, ele renasce a cada obstáculo, porém é a fé em Cristo e o auxílio da família e amigos que nos fazem persistir. E isso é o que temos vivido e compartilhado no grupo, lá podemos ser nós mesmos, sem temer o "não ser compreendido", pois todos passamos pelas mesmas dificuldades.

Além do compartilhar as dores, também compartilhamos as alegrias das conquistas de nossos filhos, cada obstáculo vencido é festejado entre nós. O grupo continua em fase de crescimento e assim como o número tem ampliado os objetivos também. Nossa união também irá ultrapassar as nossas paredes e temos nos tornados  a  voz dos nossos filhos, juntos vamos lutar pelos direitos do autista! Como diz a velha frase "JUNTOS SOMOS MAIS FORTES!"

Ao Daniel Natal vai meu agradecimento, por proporcionar essa aproximação entre nós pais e por se juntar a nossa luta! 

Que hajam mais encontros, que todos possam conhecer o AUTISMO!
Mais informação, Menos preconceito!


Segue mais fotinhas...





12 de março de 2017

Autismo nas palavras de uma mãe

março 12, 2017 0 Comments






2 de Abril é o dia Mundial da Conscientização do Autismo e nada melhor do que dedicar esse mês para abordar esse assunto que é tão complexo e tão  mal compreendido. Sou mãe de uma menina diagnostica com TEA desde os 3 anos, de lá pra cá temos aprendido a conviver e a compreender o autismo. Não sou muito dedicada aos estudos sobre o tema, dediquei esses anos mais aos cuidados com ela do que aos estudos, mas nesses últimos meses tenho me dedicado a aprender um pouco mais, nesse artigo e outros que estarei postando no decorrer do mês quero compartilhar com você um pouco desse aprendizado. Então vamos lá!



O que é Autismo.

Autismo é uma síndrome comportamental caracterizada por dificuldade de interação social, déficit quantitativo e qualitativo de comunicação e padrões de comportamento, atividades e interesses restritos e estereotipados.

Em 1911 Bleuler foi o primeiro a usar a palavra "autismo", definindo como perda de contato com a realidade de se comunicar. Daí veio o termo "autismo", auto= pra si própria.
 Em 1943 Kanner foi o primeiro pesquisador a publicar artigos descrevendo o comportamento típico do autismo. Em 1944 Asperger publicou artigos de casos de crianças com autismo, mas com inteligência "normal". Hoje depois de tantas pesquisas sabemos que é um distúrbio complexo do desenvolvimento comportamental, de etiologias múltiplas de graus variados, TEA - Transtorno do Espectro Autista. Mas o que vem  a ser espectro? Espectro no dicionário quer dizer sombra, ou seja, não é a pessoa propriamente dita, é apenas uma imagem formada pela luz quando bate nela, algumas pessoas apresentam leves características, outras apresentam muitas características.

Tipos de Autismo:

Antigamente o autismo era divido em 5 tipos:

- Autismo
- Síndrome de Rett
- Transtorno Desintegrativo da Infância
- Transtorno Global do Desenvolvimento não-específico
- Síndrome de Asperger

Hoje o DSM -V define o TEA com 3 graus:

- Leve
- Moderado
- Severo

Características do Autismo:

- Inadequação social ou tendência ao isolamento.
O isolamento nem sempre é completo, muitas vezes a criança consegue ir ao shopping, a festas, porém seu comportamento é inadequado, impróprio, ela não consegue fazer processos de interação de forma adequada.
- Pobre contato visual
- Indiferença afetiva ou inadequada, não demonstra está preocupada, não demonstra querer convencer...
- Dificuldade de auto percepção e percepção do que outro sente ou sente inadequado. Ela não consegue compreender que ela é um sujeito.
 - Comprometimento na atenção compartilhada, ou seja, dificuldade em direcionar o foco para um objeto e junto outra pessoa, não consegue cooperar ou dar continuidade na interação.
- Não manifesta emoções
- Não percebe presença de pessoas
- Não procura voluntariamente interagir com outras pessoas
- Não reconhece controle social
- Não vincula seus comportamento ao contexto sócio-afetivo

P.S.:É claro que nem todas as crianças diagnósticas com TEA apresentam todas essas características, minha filha apresentava muitas e ainda apresenta, mas hoje depois de 6 anos de intervenções ela já tem contato visual, já demonstra sentimentos, mostra o que quer, porém ainda temos muita estrada pela frente. repito todos os dias pra mim mesma, hoje é um novodia!

Fatores de Risco

1. Ter um irmão autista
2. Uma história familiar de esquizofrenia, de distúrbios afetivos e deficiência intelectual.
3. Maternidade e paternidade acima dos 40.
4. Peso ao nascer abaixo de 2500g
5. Nascer prematuro antes da 35 semana.

É claro que ainda há muito o que se saber a respeito do autismo, o que apresento a vocês é um breve resumo do que tenho lido e aprendido.


23 de setembro de 2016

Mãe Especial

setembro 23, 2016 0 Comments



Muitos nos olham com o olhar de pena, enxergam somente o nosso trabalho, nossos dias de hospital, nossa rotina de troca de fraldas, banhos, medicações. Outros enxergam a nossa força, nossa garra, o sorriso que insiste em permanecer em nosso rosto mesmo nos dias mais sombrios... Eu que sou mãe especial me pergunto: Sou a tal afortunada, escolhido por Deus pra cuidar de um anjo? Sou a tal amaldiçoada por Deus, castigada pelos meus pecados? Quem de fato eu sou? Pra ser sincera não sei, mesmo passando-se oito anos eu ainda não encontrei respostas, ainda ando no meio desses pensamentos, a alegria ainda mora aqui dentro de mim, mas o desespero também. Nunca me acostumei com a rotina do hospital, nunca me acostumei com as trocas do botton, com as medicações, com os frascos, os equipos, as dietas, ainda me perco em meio a tudo isso. Todos os dias antes de dormir agradeço pelo dia e peço a Deus forças para o meu amanhã, não há mais nada a pedir, só preciso de forças pra continuar...

Dentro de mim não há reservas de força, nem de esperança e nem de alegria, vivo um dia após o outro, sem certezas, somente vivo. Apesar de dizermos que "está tudo bem" as coisas nunca estão lá muito bem, somente não queremos viver murmurando e no fundo sabemos que é isso que as pessoas desejam ouvir, que temos fé e que está tudo bem. Mas a verdade é que simplesmente aceitamos nossa vida como ela é e a tal cura não é mais um objetivo, a única coisa que queremos é forças para continuar independente de a tal cura vim ou não, queremos dias de descanso, pelo menos um... Talvez o direito de tomar um sorvete, comer uma pizza ou simplesmente sentar e olhar para o céu sem está preocupada com a hora. Talvez o nosso maior desejo seja poder chorar, gritar bem alto, dar um grito do tamanho da nossa dor, mas isso não podemos, vai assustar as pessoas, ainda mais o que moram conosco.
Somos lindas e maravilhosas, somos exemplos a serem seguidos desde que não desabemos e nem mostremos fraqueza, precisamos ter fé, precisamos exalar esperança, somos forte... Não há colo para nosso choro e nem consolo... Somos de aço!

Não sei as outras mães, mas eu me sinto assim presa dentro de mim, sufocada, aqui dentro há um ser querendo viver, mas também há outro querendo morrer... Oro pedindo forças, mas também peço que meus dias sejam abreviados. Enquanto isso vivo por minha filha, tentando dar o melhor de mim, esforço-me nos cuidados diários, mas sei que em muito tenho fracassado. Mas quem não fracassa né?

Toda mãe especial é especial ...
Por ser persistente.
Por ter amor extravagante.
Toda mãe especial sabe o que é andar nos braços de Deus, sabe o que é chegar no fim do dia e ver que Ele esteve e está ali juntinho de nós... Se Deus nos escolheu eu não sei, mas sei que é Ele quem todos os dias nos sustenta.
Toda mãe especial sabe o que é dor nos braços, nas costas, sabe conter as lágrimas, sabe que o silêncio é barulhento demais e insuportavelmente dolorido...
Toda mãe especial sabe que não nos é dado o direito de parar, descansar , continuar é o único verbo que a nós é dado o direito de conjugar.

Enfim, toda mãe especial é especial por nunca parar de lutar, por saber que guerras são nos dadas pra guerrear...

22 de agosto de 2015

Meu hoje...

agosto 22, 2015 0 Comments
"Tem momentos em que a gente chora.
A gente não pode sentar e chorar para sempre, mas às vezes a gente precisa sentar e chorar por meia hora, enxugar as lágrimas e seguir a rotina." (Marie Dorion)


Meu dia hoje está assim, parado nessa meia hora. Meia hora onde descanso da mulher forte e me visto da fraca e cansada. Infelizmente estes dias existem e passam tão devagar... Hoje foi mais um dia do cocô, foi assim que batizei os dias em que temos que enfrentar as lavagens intestinais.
Juju tem um sério problema de prisão de ventre, há anos lutamos com isso, exames, consultas, remédios, uma rotina que não tem fim e que vez ou outra me derruba.
Ser mãe especial não é um fardo, não me vejo assim, carregando um fardo. Porém não é morar no céu onde somos recarregadas diariamente com força, fé e alegria, às vezes a bateria acaba antes de recarregarmos. Sinto-me privilegiada por ser mãe da Juju e às vezes me pergunto o que Deus viu em mim para confiar-la aos meus cuidados, mas, Deus sabe o que faz.
Ele sabia que haveriam dias nublados e desesperadores em que eu me perderia em meio as minhas imensuráveis indagações e dores, mas mesmo assim acreditou em mim!
Sinto-me extremamente cansada hoje, meu corpo e minha alma estão exaustos. Por isso decidi escrever. Tenho um sério problema, não sei desabafar, procurar colo, dias assim me isolo e quando posso as escondidas derramo minhas lágrimas. Confesso que já tentei, mas me cansei de ouvir "seja forte", "tenha fé", "não tenha medo", "vai dar tudo certo"... Frases repetidas sem sentido, é difícil alguém só te ouvir e dar colo. Momentos assim não quero ouvir nada, não quero colocar nada pra dentro por que aqui dentro já está lotado, quero me esvaziar ... Quero me sentir humana e não uma super mulher ou super mãe... e como é difícil ser humana!!! É mais fácil colocarmos nossas máscaras e capas e fingirmos que somos super-heroínas, inabaláveis! Mas eu insisto em ser assim, gente! Gente que chora muito, que cai e levanta, que tem medo mais segue em frente com olhos fechados e o coração cheio de fé.

Vou continuar assim sendo como sou gente!
Hoje chorando...
Caminhando...
Amanhã sorrindo...
Continuando



3 de fevereiro de 2014

O que é Autismo?

fevereiro 03, 2014 0 Comments

Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é um termo que tem sido usado por muitos profissionais para descrever crianças que apresentam dificuldades na interação social, no brincar e na comunicação.
TEA não é um termo médico. Mas é uma maneira prática de descrever um grupo grande e variado de crianças com semelhanças na sua maneira de processar as informações e entender o mundo.
Você pode ter ouvido os termos Transtorno Invasivo do Desenvolvimento, Autismo, Síndrome de Asperger, Hiperlexia e Transtorno Semântico-Pragmático, todos associados aos TEA. Independente do diagnóstico dado a uma criança, lembre-se primeiro e principalmente de que cada criança é um indivíduo único, com seus próprios talentos e desafios.
Os rótulos podem ser amedrontadores. Mas o rótulo de TEA pode ajudá-lo a ter acesso a informações e serviços adequados para a criança. Reconhecer as necessidades especiais da criança é o primeiro passo para ajudá-la a se desenvolver e melhorar.

Características

Transtornos do Espectro do Autismo é um distúrbio do desenvolvimento que normalmente surge nos primeiros três anos de vida da criança. Estimativas atuais mostram que o TEA, abrangendo todos os diagnósticos do espectro, ocorre aproximadamente dois a sete em cada 1.000 indivíduos. É cerca de três a quatro vezes mais comum em meninos do que em meninas.
O TEA atinge a comunicação, a interação social, a imaginação e o comportamento. Não é algo que a criança pode contrair. Não é causado pelos pais. É uma condição que prossegue até a adolescência e vida adulta. Contudo, todas as crianças com TEA continuarão a demonstrar progresso no desenvolvimento; há muito que pode ser feito para ajudá-las.


21 de janeiro de 2014

Mulher do bem!

janeiro 21, 2014 0 Comments






“Ela lhe faz bem e não mal, todos os dias da sua vida!”

(Provérbios 31:12)


Conceito:

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Bondade é a qualidade correspondente a ser bom, ou seja, a qualidade de manifestar satisfatoriamente alguma perfeição, que se pode aplicar a pessoas, coisas e situações. A bondade pode significar a disposição permanente de uma pessoa em não fazer o mal




“Não devemos permitir que alguém saia de nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz.” 

(Madre Teresa de Calcutá)



Quantas de nós não nos queixamos quanto a bondade de alguém? Quantas de nós não nos decepcionamos com aquela amiga falsa? Quantas mulheres se queixam dizendo “Não existem amigas de verdade”, “Não conte com ninguém, pois ninguém se importa com você” e “As pessoas são todas iguais”? Você já ouviu essas frases? Você já falou alguma delas? 

Sem sombra de dúvidas todas nós já declaramos e já ouvimos amigas declarando tais frases. 

O que nos leva a pensar assim? Talvez você automaticamente responda “Eu tive muitas decepções”, “Fui vítima de amigas falsas”... Sim eu acredito nisso, eu também já me decepcionei muitas vezes, mas também tenho amigas de décadas literalmente, que sempre posso contar, elas conhecem – me por inteiro, conhecem minhas fraquezas, meus defeitos, minhas qualidades, mas mesmo assim permanecem amigas fiéis.

Nós seres humanos temos a mania tola de supervalorizar as coisas ruins que acontecem conosco, deveria ser ao contrário, nossos lábios e nosso coração deveriam falar e lembrar-se das coisas boas que outras pessoas nos fizeram, assim seríamos mais felizes e com certeza seríamos pessoas melhores.

Mais uma vez ressalto o “SER” e não o “TER”, que tal sermos aquela amiga dos nossos sonhos? Aquela com quem alguém possa conversar, alguém com quem possa desabafar, alguém com quem possa contar? Que tal darmos tudo o que queremos receber?

“No fundo dar e receber são a mesma coisa, pois acontecem ao mesmo tempo. Enquanto estou dando com uma mão, estou recebendo com a outra.” (Autor desconhecido)

Erramos muito na vida por que sempre olhamos para o nosso próprio umbigo, é sempre o “mais e eu?”. Nossa como isso nos faz infelizes e insatisfeitas! É terrível!

Nesses últimos meses eu estava assim reclamando de tudo e de todos principalmente do meu esposo, não enxergava ninguém a não ser eu mesma, minhas necessidades, só as minhas, e lhe digo meu casamento quase foi por água a baixo, mas graças a Deus meu esposo é sábio e me ajudou a superar minhas crises, na verdade ainda está me ajudando! Além disso, também há em mim o desejo de mudar, de ser menos exigente, de esperar menos das pessoas e de mim mesma, há em mim o desejo de amadurecer e não ser como todas, mas ser diferente, de fazer a diferença, quero chegar na melhor idade e ter palavras sábias, não apenas histórias de aventuras que eu vivi, mas ensinar que um grande livro em branco foi-me dado para escrever e eu decidir escrever a mais linda das literaturas, não uma história em quadrinho que só servirá como passatempo.

As coisas podem mudar quando nós começamos a mudar. Quando paramos de pensar em nossas necessidades e começamos a pensar na necessidade das pessoas que fazem parte da nossa vida, um milagre acontece: Todos começam a mudar sem que precisemos dizer uma palavra! Isso é maravilhoso e verdadeiro!

Isso tem acontecido comigo. Tudo tem mudado meu casamento, minhas amizades, meu relacionamento com minha filha. Não vou mentir e dizer que está sendo fácil, mas não está sendo impossível ou insuportável, está sendo edificante.

Não espere que seu esposo ou as outras pessoas mudem para que você possa mudar. Torne-se uma pessoa melhor, trate-os do jeito que gostaria que eles lhe tratassem. Faça-lhes bem todos os dias, não apenas por uma ou duas semanas.

Sou uma caminhante na estrada do aprendizado do amor. Às vezes, exausta, eu paro um pouquinho. Cuido das dores. Retomo o fôlego. Depois, levanto e, seduzida, enternecida pelo chamado, cheia de fé, eu prossigo. Um passo e mais outro e mais outro e mais outro, incontáveis.

Sei de cor que não é fácil, mas sei também que é maravilhoso olhar para o caminho percorrido e perceber o quanto a gente já avançou, no nosso ritmo, do nosso jeito, um passo de cada vez."

(Ana Jácomo)


O gostoso de tudo isso é que podemos a cada dia nos tornar melhores, basta querer, com força de vontade e dedicação nós faremos a diferença nesse mundo onde muitos decidem ser a cópia disso ou daquilo.

Deixo pra você algumas dicas que tenho seguido:

• Ponha-se no lugar da outra pessoa;

• Não demore em fazer pelos outro o que você pode fazer facilmente hoje;

• Se o que você vai dizer não edifica, feche a boca, contenha-se;

• Se tiveres algo que não precisas e conhece alguém que necessita doe;

• Você não precisa ter sempre uma palavra, um abraço muitas vezes fala mais que mil palavras;

• Faça o que aquela pessoa quer de você, e não o que você sente vontade de fazer por ela.


Todos os dias da sua vida deseje fazer o bem e a sua vida lhe agradecerá!

25 de dezembro de 2013

Feliz Ano Novo

dezembro 25, 2013 0 Comments




Há tanto para se escrever nessa data... O fim do ano chega e a gente começa a fazer uma retrospectiva do ano que se finda. Posso afirmar sem medo o quanto foi excelente o ano de 2013, não por que foi um ano de muitas conquistas, mas por que foi mais um ano de muito aprendizado, olho para dentro de mim e começo a ter orgulho daquilo que eu sou, uma mulher cheia de defeitos, que cometeu tantos erros, mas nenhum dos defeitos e muito menos nenhum dos meus erros me fizeram desistir, eles não dizem quem eu sou, eles me dizem que posso ser melhor. Tenho vivido uma vida de grandes lutas mas agradeço a Deus por todas elas, pois são elas que me fazem ser quem eu sou. Em 2012 vivi uma grande crise existencial, o que mais eu queria era morrer, nada tinha sentido na vida, a não ser a minha filha, perdi meu amor próprio, meus sonhos e minhas esperanças, mas 2013 foi o ano da minha restauração interior, ano em que eu comecei a me enxergar com outros olhos, o ano em que eu me descobrir. Por isso esse ano será inesquecível, não alcancei grandes posições, não adquirir bens materiais, mas me descobrir ao ponto de ser julgada e mal falada e isso não me levar para a cama do choro e solidão, hoje sei que não importa as opiniões aleias o que importa de verdade é saber quem eu sou! Eu sei quem eu sou! Palavras não tiram mais o meu chão!

Sabe, a gente perde muito tempo tentando ser o que não somos por medo de não sermos aceitos, mas sabe de uma coisa? A única maneira de sermos verdadeiramente aceitos e respeitados é sendo o que somos de verdade, sem máscaras. 

Se nos aceitarmos como somos, assim seremos aceitos!

Outra parte positiva de descobrir quem somos é descobrir que todos somos iguais, cheios de defeitos, assim aprendemos a aceitar as pessoas, nossa língua se torna menos maledicente, nossa visão é melhor, mas apurada, mas cheia de graça e misericórdia. 

Hoje não me vejo mais só como mãe, mas consigo me enxergar como mulher, posso dizer voltei a sonhar! Voltei a desejar a felicidade e acreditar nela. 

Meu desejo neste ano é que você minha querida leitora tenha seus sonhos renovados, sua esperança ressuscitada, que ao fechar os olhos você consiga ver o quanto maravilhosa é a vida, por mais que seja repleta de lutas, como diz a canção: Ah meu Deus! Eu sei, eu sei que a vida devia ser bem melhor e será. Mas isso não impede que eu repita: É bonita, é bonita e é bonita !!!!

Um Feliz e Maravilhoso Ano Novo pra você.


Imoni Marinho 
Uma Mãe e Mulher Indesistível!







7 de setembro de 2013

Os dias ...

setembro 07, 2013 1 Comments
Os dias passam, a gente se torna mais forte, mas há situações que por mais que passem os dias, os meses e os anos a gente jamais se acostuma. Sinto-me forte, mas há dias que essa fortaleza pede folga e vai passear, deixando-me a mercê dos meus sentimentos. Às vezes é bom, porém há dias que meus sentimentos me traem e sozinha me perco. Um dia li um texto com o tema “Ah essa montanha-russa!” era um desabafo de uma mãe especial, nele ela descrevia os altos e baixos dos seus sentimentos, um dia somos forte como uma rocha, indestrutíveis, indesistíveis, outros dias, porém são carregados me medo, ansiedade e até mesmo desespero.  Não é nada fácil ser assim, não é nada fácil viver assim!

Apego-me a Deus e minha oração sempre é a mesma “não me deixe desistir!”, por mais difíceis que sejam os meus dias, por mais tenebroso que pareça o amanhã, não quero desistir! Já me decepcionei muito e já decepcionei a muitos também, porém não posso fazer dos meus erros motivos para desistir, mas faço deles degraus de sabedoria para o meu amanhã, sinto muito se não sou perfeita, sinto muito por não regredi! Não me envergonho dos meus erros, pois eles me mostram quem eu sou, uma simples mulher que necessita da graça de Deus. Eles também me fazem crescer, fazem o meu coração mais humilde, eles me fazem lembrar que eu tentei ...

A vida é assim cheia de surpresas! Cabe a nós não desistir, cabe a nós não parar de tentar, ainda que a nossa força tire uns dias de folga, a gente parar, descansa e logo volta ao batente! Afinal a vida é uma dádiva de Deus!





Deixo esse texto que descreve não só o viver de uma mãe especial, mas de todas nós que recebemos uma missão sublime, porém nada fácil. Ser mãe de uma criança com necessidades especiais! 

Eu estou usando um par de sapatos. São sapatos bonitos... Mas são desconfortáveis. Eu uso estes sapatos todos os dias. E cada dia eu gostaria que eles ficassem mais confortáveis. Alguns dias meus sapatos fazem doer tantos os meus pés, que acho que não serei capaz de dar mais nenhum passo. No entanto, vou continuar a usá-los e continuo a minha jornada... Eu recebo olhares engraçados por usar destes sapatos. Posso dizer que, pelo olhar das pessoas, elas ficam contentes pelos sapatos serem meus e não delas. Elas nunca falam sobre os meus sapatos... Saber quão dolorosos meus sapatos são podem deixá-los constrangidos. Para compreender verdadeiramente estes sapatos, é preciso andar com eles. Mas, uma vez que você os calça, nunca poderá tirá-los... Agora percebo que não sou a única que usa estes sapatos. Há muitos pares nestes mundo. Algumas mulheres sofrem diariamente enquanto tentam e caminham com eles. Algumas aprenderam a andar neles de maneira que não as machuquem tanto. Algumas têm usado os sapatos por tanto tempo, que o dia vai passar antes que elas possam se lembrar do quanto machucam. Ninguém merece usar esses sapatos. No entanto, é por causa destes sapatos que eu sou uma mulher forte. Eles me fizeram quem eu sou. Eu sou uma mãe que tem um filho com necessidades especiais. Vou sempre andar com esses sapatos.

Autor Desconhecido - Retirado da página:
"Single Mothers who have Children with Austin"
Revista Autismo N. 03 Ano 04

17 de junho de 2013

O lado positivo do inverno

junho 17, 2013 1 Comments


O Inverno - parte 2


Há esperança!!!


Se estiver no inverno, seu casamento pode parecer um caso perdido. Contudo não desista. Assim como a maioria das pessoas não se deitariam na neve para esperar a morte, não há razão para aceitar passivamente a frieza de um casamento invernoso. Existe uma saída, e ela começa com a esperança. O frio do inverno, muitas vezes, estimula um desejo de cura e saúde. É o doente que procura um médico e encontra a cura. Com frequência o casamento no inverno leva os casais a se desesperarem ao ponte de saírem de seu silencioso sofrimento e procurarem a ajuda de um conselheiro, pastor ou amigo de confiança. Aqueles que procurarem ajuda vão encontrá-la.

9 de junho de 2013

As Quatro Estações do Casamento

junho 09, 2013 4 Comments

O Inverno - Parte 1

pág. 24 -31

                      Os casamentos no inverno caracteriza-se pela frieza, dureza e amargura. Os sonhos da primavera são cobertos por camadas de gelo. e a previsão do tempo alerta para chuvas frias. Se o marido e a esposa conversam, isso consiste em simplesmente logística: quem fará o que e quando. Se os dois tentam falar sobre relacionamento conjugal, a conversa normalmente acaba com uma discussão que continua não resolvida. Alguns casais simplesmente vivem em silêncio frio. Em essência, eles levam vidas independentes, embora vivam na mesma casa. Os cônjuges culpam um ao outro pela frieza do relacionamento. 
                     

5 de junho de 2013

As Quatro Estações do Casamento - Apresentação

junho 05, 2013 0 Comments
Como tinha prometido em minha página no Facebook Uma Mãe Indesistível hoje iniciaremos uma série de posts sobre casamento e em especial texto do Livro As Quatro Estações do Casamento de Gary Chapman. Mas antes de iniciarmos falando sobre cada estação quero lhe apresentar o livro e o autor, amanhã    falaremos sobre a primeira estação! Vamos lá? 

Sinopse


Os orientais avaliam ânimos e humores pelas estações do ano. E os casamentos, em certo sentido, se assemelham muito aos sentimentos que cada uma delas propicia. O verão é cheio de alegria, celebração e atividade. O outono carrega ares de tristeza, angústia e perda. A primavera traz expectativas, promessas e a oportunidade do recomeço. O inverno, por sua vez, é a época da frieza, da indiferença e do isolamento.