22 de novembro de 2012
Falando de Prematuridade!
Hoje quero compartilhar com vocês minha experiência com a prematuridade. Já escrevi muito sobre ser mãe especial, sobre
ACC, mas hoje quero falar sobre ser mãe de um prematuro.
Primeiro
vou te explicar o que é um prematuro.
A duração de uma gravidez é considerada normal, quando o parto
se produz entre a 38ª e a 42ª semanas de gestação. Quando os bebés nascem antes
das 38 semanas, então estamos perante um bebé prematuro ou também denominado de
pré-termo.
O
bebé
prematuro caracteriza-se pela imaturidade do seu organismo, tornando-o mais
vulnerável a determinadas enfermidades e, também, mais sensível a determinados
fatores externos (como sejam a luz e o ruído).
Neste
sentido, a prematuridade pode classificar-se, segundo a idade gestacional, da
seguinte forma:
Prematuridade Limite: compreende o grupo de bebés
nascidos entre a 37ª e a 38ª semanas de gestação;
Prematuridade Moderada: pode ser definida quando o
bebé nasce entre 31ª e 36ª semanas;
Prematuridade Extrema: Os recém-nascidos pré-termo
extremo, são definidos como aqueles cuja idade gestacional é menor ou igual a
30 semanas, apresentam, como consequência desta maior imaturidade, problemas
mais frequentes e mais graves, sobretudo os menores que 27 semanas.
Os médicos afirmam que, abaixo de 27 semanas, o risco de dificuldades neurológicas, como problemas motores, de concentração ou até paralisia cerebral, é de 25%
Um
bebé prematuro merece, assim, cuidados redobrados, uma vez que não teve a
oportunidade de completar todo o processo de maturação biológico, dentro do
útero da mãe.
Juliana nasceu no
limite com 37 semanas, pesava só 1.350g e media 41 cm. Confesso que não foi
nada fácil pra mim, era minha primeira gestação, esperava aquele bebê gordinho,
cheio de dobrinhas, mas minha realidade foi totalmente diferente. Assim que ela
nasceu teve que ser levada para outro hospital, pois a UTI Neo Natal estava
lotada na Maternidade onde tinha nascido, porém eu tive que permanecer
internada mais 8 dias sem poder vê-la e nem amamentá-la.
A causa do parto prematuro foi hipertensão.
Há outros fatores que levam ao parto prematuro como diabetes e HIV, além dos
fatores de risco como tabagismo, uso de drogas e alcoolismo.
Durante os 8 dias em que estive
distante da Ju eu me sentia extremamente deprimida, lembro-me do dia em que meu
esposo chegou me abraçando feliz da vida por que nossa linda menina tinha
nascido, eu me perguntava linda???
Olha
a foto dela assim que nasceu:
![]() |
| Essa foto foi tirada na hora que ela nasceu! |
Ela
não era linda, era magrela, enrugada, careca, sem cílios e nem cabelos, não
parecia um bebê, era muito feia. Fiquei arrasada me sentindo inferior, pois via
as mães com seus bebezinhos lindo e fofinhos, e eu sozinha, chorava direto.
Assim
que recebi alta meu esposo me levou para a maternidade onde ela estava, quando
a vi na incubadora eu só chorava, chorava muito, pois na minha visão ela não
sobreviveria, era muito frágil e pequena.
O tempo foi passando e a rotina de
todos os dias ir a UTI cuidar dela, amamentar me deu uma nova visão e eu pude
ver como era linda a minha menina, ela foi ganhando peso e se tornando o bebê
mais fofo que eu já tinha visto.
| Na encubadora |
Ela passou 35 dias na UTI, mas existem bebês que passam meses e meses. Juliana é um dos poucos bebês que sobreviveram a prematuridade. Aqui no Brasil a prematuridade é a 2ª maior causa de morte infantil, atrás só da pneumonia, 9,2 % dos bebês nascem antes do tempo.
“São 15 milhões de bebês nascidos com menos de 37 semanas de
gestação no mundo a cada ano, dos quais 1 milhão morre.
Os dados são de um relatório divulgado
pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Lançado ontem em Nova York,
o levantamento mobilizou mais de 40 agências da ONU, ONGs e governos.
O problema é mais grave em países
pobres, especialmente da África ao sul do Saara e da Ásia. Nessas regiões, a
taxa de prematuros passa de 12 a cada cem nascidos vivos. Nas nações
desenvolvidas, 9% dos bebês nascem antes do período normal de gestação.
No Brasil, a taxa é de 9,2%, a mesma
da Alemanha. No entanto, em números absolutos, o país foi o décimo com mais
prematuros entre os 185 listados, com 279,3 mil nascimentos em 2010.
A líder, Índia, teve 3,519 milhões. A
China, segunda colocada, teve quase 1,2 milhão.
“Em números relativos, o Brasil tem
9,2 prematuros para cada cem nascimentos. É uma taxa intermediária, mas é um
sinal de atenção”,
disse à Folha José Belizan, cientista do Iecs
(Instituto de Políticas de Saúde e Efetividade Clínica), da Argentina, que
participou da publicação.”
(http://blogsaudebrasil.com.br/2012/05/03/prematuridade-e-2a-causa-de-morte-infantil/)
Os
riscos:
Os bebés prematuros estão mal preparados para a vida fora do
útero, e podem ter os problemas que se seguem.
Respiração - devido à imaturidade dos seus pulmões, muitos bebés prematuros sentem dificuldades em respirar, situação denominada síndrome de stress respiratório.
Sistema imunitário - um sistema imunitário pouco desenvolvido e um organismo muito frágil para se defender convenientemente implica risco agravado de infecções.
Regulação da temperatura - a regulação da temperatura de um bebé prematuro é ineficaz e ele terá provavelmente ou muito calor ou muito frio. Tem menor isolamento térmico do que um bebé de termo, por ter gordura subcutânea insuficiente.
Reflexos - um desenvolvimento inadequado dos seus reflexos, sobretudo do reflexo de sucção, cria dificuldades na alimentação. Os prematuros muitas vezes precisam de alimentação por sonda.
Digestão - O estômago de um bebé prematuro é pequeno e sensível, o que significa que tem mais dificuldades em manter alimentos no estômago, tendo grandes probabilidades de vomitar. A imaturidade do seu aparelho digestivo pode tornar difícil para ele a digestão de proteínas essencias, tornando-se assim necessário dar-lhe sob forma pré-digerida.
Os bebês prematuros dada a imaturidade que os
caracteriza, podem mais facilmente adoecer. O risco associado a esta situação
revela-se mais elevado quanto maior foi o grau de prematuridade e menor for o
seu peso, muito em particular nos casos em que apresentam um peso inferior a
1500g.
É
muito importante que os pais de um bebé prematuro conheçam a patologia própria
destes bebés. Para isso é necessário que exista uma boa comunicação entre estes
pais e as equipas médicas e de enfermagem que se encontram encarregues de
cuidar do bebé. Aos pais deverá ser dada a confiança suficiente, para que possam
expor livremente as suas dúvidas e preocupações, assim como, deverão ser
criadas todas as condições para que os mesmos possam usufruir do seu bebé,
desenvolvendo-se, desta forma, laços afectivos fortes, que tão importantes são
para ambas as partes.
Por:





ADOREI SEU POST, NO INICIO TEMOS AQUELA ESPECTATIVA NÉ QUANDO ACONTECE ALGO INESPERADO COMO PREMATURO, NOS ASSUSTA BEM.
ResponderExcluirBJOS
Amiga a Emilly nasceu de 37 semanas e 5 dias, mas ela era enorme, puxou o pai, imagino o que passou, como deve ter ficado assustada, insegura...
ResponderExcluirEsse post é excelente, vai ajudar muitas outras mamães, vamos divulgar e compartilhar!!
Beijos!!
Tenhoo certeza que este post será muito útil para muitas tentantes, gestantes e mamães, enfim parabéns pelo texto amiga!beijos
ResponderExcluirNossa Imoni.. q momentos hein?
ResponderExcluirMas posso ser sincera? q coisinha mais linda ela,
toda carequinha, delicada. Sempre foi linda!
Deus abençoe grandemente!
bjs
Belas informações meu afilhadinho Jão nasceu com 250 gramas muito pequenininho sofremos muito mais hoje ele é super saudavel :) tem bolo pra vcs lá no blog :) http://annabeatrizrafaela.blogspot.com.br/ bjos Bom Domingo...
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